domingo, 8 de janeiro de 2017

E UMA SITUAÇÃO DE FICARMOS COM O CORAÇÃO APERTADO

4 mortos em rebelião na cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa

3 foram decaptados

08/01/2017 09:10 - Atualizado em 08/01/2017 09:10
  • Foto/ Divulgação
Manaus- O dia iniciou com mais uma rebelião no sistema penitenciário do Amazonas. 
A rebelião iniciou por volta de 1:30 da madrugada. Os presidiários atearam fogo provavelmente em colchões que era possível ver as chamas à distância. A rebelião foi contida ainda na madrugada pelo batalhão de Choque e outras unidades da polícia como o COE e a ROCAM.
Três presos tiveram a cabeça decaptada; os corpos foram amontoados e queimados.  A rebelião ocorre poucos dias após 280 presos serem transferidos para a cadeia.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

NÃO É SÓ O BRASIL QUE PASSA POR CRISE A VENEZUELA TAMBÉM SENDO QUE BRASIL, É ROUBO, VIOLÊNCIA, PROSTITUIÇÃO, TRÁFEGO ETC... E A LÁ NA VENEZUELA É A PURA FOME

alimentação’ e motivam brigas

Os "melhores" lugares, com "comida boa", são os que recebem as sobras de restaurantes, padarias e mercados

A profunda crise que aflige a Venezuela trouxe como consequências escassez e fome, o que levou famílias inteiras a buscar restos de alimentos nos lixões e, muitas vezes, a brigar com outras pessoas sem recursos, por um resíduo comestível ou algum material reciclável que possa ser vendido. Ao serem consultadas, algumas das pessoas que vasculham o lixo disseram que, embora existam muitos lixões, nem todos são proveitosos.
Os “melhores” lugares, com “comida boa”, são os que recebem as sobras de restaurantes, padarias e mercados, e são justamente esses os “territórios” mais movimentados e mais disputados pelos necessitados, e também por alguns grupos que se aproveitam da situação. Os horários destes estabelecimentos são mais do que conhecidos pelos que buscam comida escavando a cada nova remessa de resíduos despejada no local. Os desafortunados contam que já houve confrontos entre os que “têm fome” quando os despejos são feitos, e que há alguns “abusadores” que tiram proveito da situação e preparam bolsas de comida do lixo para vendê-las aos que não conseguiram pegar nada.
Uma mulher de 26 anos que disse se chamar Brayan e vive em “situação de rua” há quase um ano no centro de Caracas afirmou à Agência Efe que em sua “zona” existem 45 pessoas que estão na mesma situação: sem trabalho, muitos com filhos e todos sem nada para comer. “Eu luto aqui todos os dias, brigando por uma bolsa porque eu sei que vem comida cozida e boa para dar aos meus filhos, e damos até facadas por isso”, disse a mulher em uma esquina cheia de lixo de um restaurante.
Brayan é mãe de duas crianças de 8 e 9 anos e declarou que precisa buscar comida para eles na rua já que, embora tenha estudado para ser auxiliar de enfermaria, não conseguiu emprego devido à crise. No entanto, segundo ela, mesmo que tivesse um emprego, o salário é tão baixo que não dá para sobreviver. “O que você faz com 20 mil bolívares (cerca de R$ 95)? Dois quilos de farinha e um quilo de sardinha, e você não vai enfrentar uma fila das 2h até as 15h para te dizerem que acabou a farinha”, comentou.
Inflação galopante — O salário mínimo na Venezuela é de 27.092 bolívares, o equivalente a 130 reais, em uma nação com uma inflação galopante que em 2015 fechou em 180,9%, com uma severa escassez de produtos básicos de todos os tipos, especialmente alimentos.
No lixão vasculhado por Brayan, as pessoas encontram presunto, queijo, ossos e pele de frango e, muitas vezes, a comida ainda conserva o calor do preparo, por isso muitos criticam que estes locais preferem jogar fora a comida do que doar aos necessitados.
Enquanto isso, Jesús, de 15 anos e que vive em uma cidade nos arredores da capital venezuelana, vai a uma avenida no leste da cidade em busca de comida para levar para a mãe e o irmão, de poucos meses de idade. Este menino está na mesma situação que os primos de 8, 9 e 17 anos, que também seguem para a avenida em busca de comida. Enquanto reviram os resíduos, eles separam papelões para uma posterior venda a um caminhão que passa todos os dias na mesma hora por essa via coletando o material e em troca de 22 bolívares o quilo (um centavo de real). No entanto, os jovens não tiveram esta renda nas últimas semanas devido à escassez de notas de dinheiro que afeta o país desde meados de novembro.

ATÉ O PAPA SE PREOCUPOU COM A SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA OS PRESÍDIOS DE MANAUS

Papa Francisco diz estar preocupado após massacre em presídio de Manaus

Pontífice fez apelo para que prisões sejam locais para reabilitação e reintegração social. Motim em presídio deixou 56 mortos entre domingo e segunda.

Papa Francisco expressa “dor e preocupação" com a morte de presos em Manaus
O Papa Francisco manifestou nesta quarta-feira (4) sua dor e preocupação após as 56 mortes durante uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus, no Amazonas. A rebelião foi a mais violenta desde o Massacre do Carandiru, em 1992.
"Quero expressar tristeza e preocupação com o que aconteceu. Convido-vos a rezar pelos mortos, pelas suas famílias, por todos os detidos na prisão e por aqueles que trabalham nele", disse o papa durante uma audiência-geral no Vaticano.
"Eu gostaria de renovar o meu apelo para instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos", disse o pontífice. O Papa Francisco já recebeu detidos no Vaticano e, em suas viagens ao exterior, muitas vezes visitou prisões.
Além dos mortos no Compaj, mais quatro presos foram mortos na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na zona rural de Manaus, elevando para ao menos 60 o número de presos mortos esta semana no Amazonas.
Após expressar pesar sobre o massacre em presídio de Manaus, o Papa Francisco fez um apelo instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social (Foto: Filippo Monteforte / AFP)Após expressar pesar sobre o massacre em presídio de Manaus, o Papa Francisco fez um apelo instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social (Foto: Filippo Monteforte / AFP)
Após expressar pesar sobre o massacre em presídio de Manaus, o Papa Francisco fez um apelo instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social (Foto: Filippo Monteforte / AFP)

Críticas internacionais

Entidades internacionais também criticaram a omissão das autoridades brasileiras, de acordo com o Bom Dia Brasil. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos cobrou uma investigação imediata e independente. A ONU afirma que os detidos estão sob custódia do estado e, por isso, as autoridades têm a responsabilidade sobre o que acontece com elas. A ONU fez um apelo para que os responsáveis respondam judicialmente.
Já Anistia Internacional atribuiu o massacre à negligência das autoridades e à superlotação dos presídios brasileiros. A ONG ainda lembrou que as condições da unidade prisional já tinham sido denunciadas pelo Conselho Nacional de Justiça, mas as medidas necessárias para corrigir o problema não foram tomadas.
Organismos internacionais cobram reação do Brasil ao massacre no AM

Motim

Durante uma rebelião de 17 horas, presos do Família do Norte (FDN) , braço do Comando Vermelho no Norte do país, invadiram uma ala em que ficavam detentos do Primeiro Comando da Capital (PCC). O resultado foram corpos esquartejados, decapitados, e com olhos, corações e vísceras arrancados, jogados em carrinhos de levar comida e queimados. Mais 112 presos fugiram antes da rendição dos detentos que pôs fim à rebelião – 54 já foram recapturados. As buscas pelos foragidos continua.
O processo de identificação de todos os corpos pode levar até um mês devido às condições dos corpos. A Polícia Civil confirmou que já foram identificados 36 corpos das vítimas do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Desse número, 30 morreram degolados.


A rebelião foi a mais violenta no país desde o episódio conhecido como Massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, que terminou com 111 presos mortos. Quase todos os mortos foram vítimas do confronto com a polícia, que invadiu a casa de detenção para retomar o local.